
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
The Death of Uncool

sexta-feira, 27 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (VI)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (V)


domingo, 15 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (IV)

Quando a Pop quer ser Clássica (III)


segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (II)

domingo, 1 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica
Bjork
Live at Royal Opera House
Live at Cambridge
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
O drama ele próprio

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A propósito de Tarantino...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Hyperdub / Dubstep

Para ler: k-punk: London after the rave
segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Descoberta
quarta-feira, 15 de abril de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
"Art Is Dead"


(http://mitpress.mit.edu/catalog/item/default.asp?ttype=2&tid=11674)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Nine Inch Nails: The Downward Spiral

Tudo o que estava associado a Trent Reznor era excitante, como a parceria com David Lynch para a produção da banda sonora de Lost Highway, as performances e o trabalho de bastidores com David Bowie, a banda sonora para o vídeo-jogo Quake, a produção dos primeiros álbuns de Marilyn Manson, Twiggy Ramirez, as afinidades com Tool…
Parece, portanto, que são tempos que não voltam mais, para o bem e para o mal. Trent Reznor parece interessado em novos desafios, como transformar os concertos em eventos multimédia com tecnologia de ponta (como o último tour norte-americano Nights In The Sky) e em liderar a inovação na distribuição da música a um nível global, sem prejudicar os lucros. Em vez de deixarem a promoção e a maioria dos lucros nas mãos de uma editora, os NIN tomaram as rédeas da sua própria música e começaram a promover formas de o público se envolver com a banda (incluindo um jogo meta-virtual na internet para o lançamento de Year Zero), em vez de usar os antigos mecanismos publicitários. Os novos desenvolvimentos tecnológicos permitem isso mesmo – os gastos de distribuição para comercializar álbuns digitais no próprio site são muito reduzidos; filmar um vídeo musical, e mesmo concertos, deixou de ser dispendioso; os NIN descobriram novas maneiras de fazerem o público interessar-se, como oferecer 400GB de actuações ao vivo do último Tour, livres para serem editadas por qualquer um.

Esta nova fase na carreira dos Nine Inch Nails vem na sequência de uma mudança de rumo na vida pessoal de Trent Reznor, que decidiu afastar-se da depressão, drogas, e a atitude auto-destrutiva. Ainda bem que essa mudança aconteceu, mas não se pode dizer que a música tenha saído favorecida.
Estava a brincar quando disse que os NIN parecem ser os próximos U2. Mas parece-me que os NIN deixaram de ser uma banda de nichos para passarem a ser uma marca, e isso à custa da qualidade da música. (Não igual, mas algo remotamente parecido com uns Rolling Stones ou uma Madonna, cuja qualidade musical se confunde e se extingue com a fama e a história da cultura pop). De tal forma, que o modo como os NIN estão a modificar os paradigmas da relação das bandas com o público é mais interessante que a própria música em si, que foi lançada numa sequência de álbuns medíocres (em comparação com trabalho anterior).
www.nin.com
Wikipedia | Discografia
Music Milestones: 20 Years of Nine Inch Nails
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
World Press Photo 2009

Uma história em imagens do World Press Photo aqui:
http://www.worldpressphoto.org/50years/flash.html
sábado, 21 de fevereiro de 2009
OFFF 2009

www.offf.ws/
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Ubuweb
http://www.ubuweb.com/
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Rewind 2008 IX: Descobertas
Estas foram algumas das minhas descobertas em 2008:
Steve Reich
YouTube
Documentário sobre Steve Reich:
http://www.youtube.com/watch?v=e_pR1sHHeQU
Wikipedia
Anne Teresa De Keersmaeker
YouTube
Wikipedia
Scott Walker
Mais aqui
Performance: Rosary
Wikipedia
Laurie Anderson
Wikipedia
http://www.ubu.com/sound/anderson.html
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Rewind 2008 VIII: Discos


Arrependi-me tremendamente de não ter ido ao concerto de Portishead de 27 Março, no Coliseu. Numa altura em que se preparam para lançar novo trabalho em breve (já em 2009), o nome Portishead está a tornar-se rapidamente numa ideia de banda mítica, feita do mesmo material que Radiohead e poucos mais, da qual só se espera evolução e revolução. Third é o disco mais original do ano. É inovador no uso da voz e da electrónica, e um corte em relação aos ambientes solitários, urbano-depressivos de discos anteriores, mais associados com o trip-hop dos anos 90.
www.portishead.co.uk/
Toumani Diabaté é um dos descendentes dos mestres de kora do Mali. Nos últimos anos, Diabaté tem atingido sucessivamente maior fama internacional, e com toda a justiça. Música tradicional que não é tradicional - a kora transforma-se num instrumento moderno. Um disco para re-descobrir a música do Mali e de África. O concerto no CCB, em Agosto de 2008, foi uma revelação (ver Rewind 2008 II).
http://www.myspace.com/toumanidiabate
Nick Cave & The Bad Seeds • Dig!!! Lazarus Dig!!!
http://www.nickcaveandthebadseeds.com/
O álbum Explode (2005), resultante da colaboração de AGF com Vladislav Delay, é, na minha modesta opinião, dos álbuns mais originais desta década e uma obra-prima do minimalismo. O álbum a solo que AGF (Antye Greie) fez a seguir, Words Are Missing, é manipulação de sons (electrónicos) no seu melhor, algo parecido com o mundo sonoro exactamente antes da formação/dicção das palavras. O novo álbum do duo AGF/Delay (marido e mulher) tem data marcada já para Fevereiro de 2009.
Kangding Ray • Automne Fold
Byetone • Death of a Typographer
Ryogi Ikeda
Bandas com história, com álbuns que não fizeram história:
The Mars Volta • The Bedlam in Goliath
Nine Inch Nails • Ghosts I-IV + The Slip
Einstürzende Neubauten • The Jewels
Beck • Modern Guilt
Elbow • The Seldom Seen Kid
Earth • Hex
The Last Shadow Puppets • The Age Of The Understatement
e as Bandas Sonoras de The Dark Knight, de Hans Zimmer e James Newton Howard, e Waltz With Bashir de Max Richter.
Mais tarde neste blog: Manifesto anti-IndieLixo.
Re-edição do ano:
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Rewind 2008 VII: Cinema
Do pouco cinema que vi o ano passado, estes foram os melhores:

Un Conte de Noel, de Arnaud Desplechin
Hunger, de Steve McQueen
The Dark Knight, de Christopher Nolan
Waltz With Bashir, de Ari Folman
Nightwatching, de Peter Greenaway
Irei adicionar mais títulos à medida que for vendo outros filmes de 2008 que estejam acima da média.
Não fui muito ao cinema em 2008, mas parece que escolhi o ano certo para não ver filmes, porque 2008 foi um ano para esquecer. David Fincher, completamente em contra-natura, deu-nos um dramalhão histórico, com The Curious Case of Benjamin Button; Wall-E foi uma oportunidade perdida para se fazer ficção científica verdadeiramente original; Wong Kar-Wai ficou lost in translation na América, com My Blueberry Nights; Spielberg violou Indiana Jones (sim, isso mesmo); e os melhores filmes que vi em 2008 não são de 2008.
Como em Portugal os filmes chegam às salas 3 meses atrasados (e às vezes muito mais) em relação à data oficial, acontece por vezes estarmos a discutir filmes que, de facto, têm mais que um ano. Por isso, aqui vai um top dos filmes de 2007, já que muitos deles estrearam em 2008 no nosso país:
01. There Will Be Blood (Paul Thomas Anderson)
02. No Country for Old Men (Joel Coen e Ethan Coen)
03. Zodiac (David Fincher)
04. Paranoid Park (Gus Van Sant)
05. Control (Anton Corbjin)
06. The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (Andrew Dominik)
07. En La Ciudad de Sylvia (José Luis Guerín)
08. Atonement (Joe Wright)
09. 4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile ▪
4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias (Cristian Mungiu)
10. Le Scaphandre et le Papillon ▪
O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel)
11. Se, Jie ▪ Sedução, Conspiração (Ang Lee)
12. Youth Without Youth (Francis Ford Coppola)
13. The Silence Before Bach (Pere Portabella)
14. Le Voyage du Ballon Rouge ▪
O Vôo do Balão Vermelho (Hou Hsiao-Hsien)
15. The Hoax (Lasse Hallström)
16. Dear Wendy (Thomas Vinterberg)
17. Chansons d’Amour (Christophe Honoré)
18. Sunshine (Danny Boyle)
19. Persepolis (Marjane Satrapi & Vincent Paronnaud)
20. Taxidermia (György Pálfi)
BFI + Michael Snow
Como qualquer cinéfilo que se preze, quando estive em Londres passei pelo BFI (British Film Institute), o equivalente à nossa cinemateca, mas sem o pretensiosismo do Bénard da Costa. Consegui assistir a várias obras de Michael Snow, incluindo uma exposição de vídeo-arte dedicada ao realizador Canadiano e uma masterclass organizada pelo BFI, tudo integrado num ciclo que se prolongou até Janeiro.
Há mais de Snow para além de Wavelength. Para além de toda a informação sobre o desenvolvimento da obra de Michael Snow e o que faz dela única – houve projecção e comentário das primeiras obras – fiquei a saber que Snow adora contar histórias. Principalmente aquelas que têm a ver com as circunstâncias em que as suas obras aconteceram. Ficámos a saber, por exemplo, que não havia grande troca de ideias entre os autores do cinema artístico nova-iorquino (como Andy Warhol) e os autores de cinema experimental ou avant-garde, da geração de Michael Snow, Maya Deren e Brakhage, por exemplo, apesar de todos trabalharem no mesmo medium e na mesma cidade. Acho, no entanto, que muitas das preocupações artísticas de ambos os grupos coincidem. Ao que parece, e pela boca de Michael Snow, os dois grupos foram evoluindo mais ou menos independentemente, com poucos pontos de contacto. Um deles foi na mostra da primeira curta metragem de Snow, quando de entre uma chuva de assobios, Andy Warhol pediu para falar com o autor, porque o filme era “fantástico”!
Para além do realizador, falou-se de Michael Snow o artista multidisciplinar – a pintura, escultura, fotografia – ele que até começou como músico de Jazz. Mas quando interrogado sobre a unificação da sua obra dos diferentes media, Snow oscila entre o silêncio, a ironia e a evasão à pergunta...
http://www.bfi.org.uk/
http://www.bfi.org.uk/whatson/michael_snow_in_conversation_0
http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Snow

INDIE LISBOA ‘08 – 5º Festival Internacional de Cinema Independente – Cinemas Londres, S. Jorge, Fórum Lisboa, Teatro Maria Matos – de 24 de Abril a 4 de Maio de 2008.
Toda a gente já sabe tudo sobre o Indie Lisboa. Como sempre, só vi metade dos filmes que queria ver porque Lisboa inteira decidiu atolhar as salas e ver as últimas aberrações do cinema, filmes que nem de graça veriam em casa. Não é por gosto, é fascínio mórbido. Ou então é por hedonismo e vontade de estar in, ainda não tenho a certeza.
O cartaz de 2008 não foi tão bom como o de 2007, mas a organização parece estar cada vez melhor. Uma característica que à partida seria um ponto negativo – o festival decorrer em pontos separados da cidade – tornou-se um conceito interessante e uma oportunidade para os estrangeiros verem cinema e conhecerem Lisboa ao mesmo tempo. E um motivo para o resto das pessoas andar uns kilómetros a pé e chegar às sessões à conta…
Os melhores filmes que vi no Indie Lisboa 2008:

(3 de Maio, 21:45)
The Silence Before Bach (2007), de Pere Portabella
(27 de Abril, 21:15)
Import Export (2007), de Ulrich Seidl
(28 de Abril, 19:00)
Four by (2008), de Lukas Maximilian, curta-metragem
(27 de Abril, 19:45)
Um dos bons momentos foi a masterclass de Johnny To (Herói Independente 2008) no Maxime.