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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Rewind 2011: Música

Álbuns
1. Tim Hecker - Ravedeath 1972
2. James Blake - James Blake
3. Roll the Dice - In Dust
4. Nicolas Jaar - Space Is Only Noise
5. Alva Noto + Ryuichi Sakamoto - Summvs
6. Radiohead - King of Limbs
7. Bjork - Biophilia
8. Zomby - Dedication
9. Feist - Metals
10. Kurt Vile - Smoke Ring for My Halo








E ainda:
Oneohtrix Point Never - Replica
Shabazz Palaces - Shabazz Palaces
Kode9 & The Spaceape - Black Sun
Jay-Z and Kanye West - Watch the Throne
Belong - Common Era
Roly Porter - Aftertime
Machinedrum - Room(s)
Pinch & Shackleton - Pinch & Shackleton
Micachu & The Shapes and London Sinfonietta - Chopped & Screwed
Gil Scott Heron & Jamie XX - We're New Here
PJ Harvey - Let England Shake

Electrónica Pura
Mark Fell - Manitutshu
Kangding Ray - OR
Byetone - Symeta
Andy Stott - Passed By Me / We Stay Together
Surgeon - Breaking The Frame


EPs
Thom Yorke / Burial / Four Tet - Ego / Mirror EP
Burial / Massive Attack - Four Walls EP
James Blake - Enough Thunder EP
Bjork / Dirty Projectors - Mount Wittenberg Orca EP





Re-edições
Nirvana - Nevermind
Autechre - EPs 1991-2002
Can - Tago Mago
Throbbing Gristle - 20 Jazz Funk Greats
Carlos Paredes - Guitarra Portuguesa / Movimento Perpétuo


WTF do Ano
Lou Reed & Metallica - Lulu

Live
@ ZDB:
Tim Hecker
Oneohtrix Point Never
@SBSR:
Arcade Fire
Portishead
Nicolas Jaar
Com muita pena de ter perdido Kode9, James Blake e Shabazz Palaces, quando passaram por cá.



RIP
Gil Scott-Heron

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"00's Rewind: Álbuns da década


Radiohead - Kid A

Radiohead - In Rainbows

Aphex Twin - Drukqs

Burial - Burial

Tool - Lateralus

The Mars Volta - Deloused In Comatorium

Scott Walker - The Drift

Sunn O))) - White 2

Alva Noto + Ryuichi Sakamoto - Insen

Bjork - Vespertine

AGF/Delay - Explode

Portishead - Third

Buddha Machine




00's Rewind

O fenómeno mais influente na música da última década? Internet. Mudou tudo - a forma como ouvimos música, a forma como compramos (ou não compramos) música, e principalmente a forma como descobrimos nova música.

Em minha opinião, as maiores diferenças musicais na última década deram-se no domínio da música electrónica. Impôs-se como um género para levar a sério, deixou para trás o rótulo de música de dança e evoluiu para outros domínios, contaminou o rock, a música mais experimental, e atingiu finalmente a maturidade. À cabeça vêm Aphex Twin, Autechre, Radiohead, Bjork, LCD Soundsystem, Portishead, Vladislav Delay - todos usaram a electrónica de uma forma original e revolucionária.

Um dos subgéneros a surgir da nova década foi o Dubstep, com raízes no Grime e Drum 'n Bass. Deu-nos a primeira obra-prima: Burial. É música negra e depressiva da metrópole em câmara lenta.
A música nesta década tornou-se mais depressiva - basta ouvir The Drift, a obra monumental de Scott Walker. O Noise atingiu as massas com Wolf Eyes, e o Drone alastrou-se de mansinho desde o início dos anos 90 até agora, com Earth e Sunn O))) a surgirem com um metal como nunca o tínhamos ouvido, despido de voz (na maior parte das vezes) e de estamina - o som simples e mínimo da guitarra eléctrica, que consegue na mesma ser épico, poderoso, enigmático. Há quem diga que é pós-metal, eu digo: finalmente que o metal cresceu nesta década.
O minimalismo foi transversal a muitas áreas da música: do drone à música de dança. Em minha opinião, os projectos de Alva Noto & Ryuichi Sakamoto foram o exemplo mais acabado do minimalismo nesta década. Mas surgiram exemplos interessantes de Sigur Rós, David Sylvian, entre outros.
O hip-hop e o indie eclipsaram tudo o resto na imprensa especializada e na televisão. Bandas que duram dois anos, músicas que duram semanas... paradoxalmente, o indie transformou-se pouco a pouco em pop e apostou a sua existência no momento, nos hits e nas bandas da moda. Os símbolos foram Arcade Fire e Animal Collective, e a figura do hip-hop foi Jay-Z.

Nesta década, assistiu-se sobretudo à desfragmentação dos géneros - ao mesmo tempo que a divisão teórica da música acelera para os sub-géneros também deixou de haver apenas uma moda, mas várias modas coexistindo. O minimalismo está tão forte como o rock psicadélico.
Já nada é uncool, como refere Brian Eno.
Essa mudança teve muito a ver com a desmaterialização e fácil acessibilidade da música que ofereceu a internet. O In Rainbows de Radiohead, apesar de tardio, foi o símbolo desta viragem.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hyperdub / Dubstep

Em 2006, surgiu um novo tipo de música vindo de Bristol. A editora Hyperdub, que vai celebrar 5 anos em 2009 com uma compilação, foi a responsável por reunir Burial, Kode9, Joker, entre outros, sob a mesma alçada e dar origem ao dubstep. É algo proveniente do jungle e drum 'n bass, nascido na profundeza das metrópoles, as batidas da cidade pulsante. Sei que trip-hop e dubstep não são a mesma coisa, mas ouvir Burial neste momento é como ouvir Massive Attack pela primeira vez. Dois trabalhos definitivos do género: o álbum homónimo de Burial (álbum do ano '06 pela revista Wire), e Memories of the Future, de Kode9 & The Spaceape. Burial é como estar a deambular por uma cidade deserta, depressiva, à chuva, a altas horas da noite, sem saber quando vai amanhecer =). Memories of the Future são batidas antigas do respirar da cidade contemporânea... e que me introduziu a um novo tipo de minimalismo.
Uma amostra mais recente de Kode9, com sabor a Metropolis:



Fica ainda o vídeo de Marie-Ann Hobbs, DJ da BBC Radio 1 (mp3 aqui) e grande promotora do dubstep, grime, etc., prestes a lançar um álbum em nome próprio. Uma compilação de sons e efeitos visuais extraordinários:


Para ler: k-punk: London after the rave

hyperdub.com
www.myspace.com/hyperdub