domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 21 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (VI)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (V)


domingo, 15 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (IV)

Quando a Pop quer ser Clássica (III)


segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica (II)

domingo, 1 de novembro de 2009
Quando a Pop quer ser Clássica

Bjork
Live at Royal Opera House
Live at Cambridge
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Rewind 2008 IX: Descobertas
Estas foram algumas das minhas descobertas em 2008:
Steve Reich
YouTube
Documentário sobre Steve Reich:
http://www.youtube.com/watch?v=e_pR1sHHeQU
Wikipedia
Anne Teresa De Keersmaeker
YouTube
Wikipedia
Scott Walker
Mais aqui
Performance: Rosary
Wikipedia
Laurie Anderson
Wikipedia
http://www.ubu.com/sound/anderson.html
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
2008 Rewind VI
CONCERTO: LONDRES: MICHAEL VAN DER AA - Mask, Here [In Circles] - Southbank Centre - 9 de Outubro de 2008Michael van der Aa (MySpace) é um jovem compositor holandês que apresentou dia 9 de Outubro, no Southbank Centre, as obras Mask e Here [In Circles] (substituída à ultima da hora), integrado no ciclo Music of Today. Som novo! Vou deixar que alguém descreva a música por mim, porque eu não consigo:
“The Dutch Michel van der Aa is one of the most exciting younger composers anywhere, active in both concert music and multi-media. The music is unflinchingly clear, hard-edged, sharply profiled and rhythmically agile. Both works heard in this opening Music of Today concert combine instruments with technology to decidedly unexpected and sometimes ironic effect.”
Outra descrição:
"Michel van der Aa writes music that is similar in its effect to photography… music as an art of time is detached from time itself, and sounds become snapshots of a process. Potential developments are immediately blocked by interruptions, flashbacks, unexpected repetitions. The doubling of music through an electronic shadow creates a kind of multiple exposure… the impression of the music is strong and emotionally draining." Berliner Zeitung
As duas peças não foram particularmente difíceis, o que não quer dizer que não me tenham passado igualmente ao lado. Mas é agradável ver alguém tão novo como Michael Van Der Aa a compor. Quando imagino compositores modernos (como Stravinsky, Ligeti), imagino velhos sábios a ensaiar orquestras de forma implacável, nunca penso propriamente que eles foram jovens e já compunham na altura. Pelo menos, é agradável ver alguém reconhecido pela sua obra antes de ser septuagenário.

Fernando Pessoa traduzido para inglês fica assim:
From The Book of Disquiet:
"Today, feeling almost physically ill because of that age-old anxiety which sometimes wells up, I ate and drank rather less than usual in the first-floor dining room of the restaurant responsible for perpetuating my existence. And as I was leaving, the waiter, having noted that the bottle of wine was still half full, turned to me andsaid: ‘So long, Senor Soares, and I hope you feel better.’"
"My favourite dream, where I'm a retired major in a small-town hotel, hanging on after dinner - the lingering major, sitting there for no reason."
"And I began, all by myself, to make paper boats with the lie they'd given me. No one would believe in me, not even as a liar, and there was no lake where I could try out my truth."
"Useless landscapes like those that circumscribe Chinese teacups, starting out from the handle and abruptly ending at the handle. The cups are always too small...Where would the landscape continue if it could continue past the teacup handle?”
"I used to hear the sound of scales played on a piano, the monotonous practicing of a girl I never actually saw...And with the relentlessness that comes from the world's depths, with a persistence that strikes the keys metaphysically, the scales of a piano student keep playing over and over, up and down the physical backbone of my memory."
"I throw an empty matchbox towards the abyss that's the street beyond the sill of my high window without balcony."
Fotos: www.doublea.net
http://www.boosey.com/cr/news/Michel-van-der-Aa-Music-of-Today-premieres-in-London/11674
http://www.doublea.net/work_info/w_disquiet.html
EXPO/CONCERTO: LONDRES: Felix’s Machines + Leila Arab + Paul Davis – Gasworks Gallery – 19 de Dezembro de 2008
Felix’s Machines é a exposição apresentada por uma pequena galeria em Vauxhall de uma obra techno-artesanal de Felix Thorn. O conceito é simples: uma máquina de tocar instrumentos (essencialmente de percussão e xilofone), programável através de computador. À medida que a máquina toca, são accionadas pequenas luzes que sinalizam a proveniência do som, e o espectáculo sonoro torna-se visual também. A música que esteve em mostra parecia algo saído de um novo álbum da WARP, com batidas concertadas, muito rápidas, próximo da música electrónica (IDM/braindance) desenvolvida por Aphex Twin. É por isso apropriado que Leila Arab, uma manipuladora de sons que já trabalhou com Björk, gravou com a Rephlex, e lançou em 2008 pela WARP o álbum Blood, Looms, and Blooms, tenha sido convidada para actuar na festa da exposição. Paul Davis também apresentou um DJ set (com um som mais urbano), mas passou-me despercebido comparado com Leila, que alternou entre a spoken-word, noise, e samples desde Erik Satie a Aphex Twin, tudo com um apurado sentido musical. Foi um DJ set monumental.
Fui à exposição/concerto sem saber quem era Leila Arab. Só quando a vi a preparar-se para actuar é que me apercebi que já a tinha visto em grande performance, ao lado de Björk num concerto de 1997, Live at Shepherd’s Bush Empire, em DVD - numa altura em que parecia que Björk se ia passar para o lado do techno-industrial. Alguém me sabe dizer o que se passa no final desta música? (YouTube)
Mais importante, Eileen Simpson e Ben White fizeram mais tarde uma performance (a 19 de Dezembro, mas a que eu não assisti) com música original baseada na sonoridade das caixas de música do séc. XIX, e também música especialmente composta para Felix’s Machines, desta vez já com Felix Thorn, e mais parecida com o trabalho minimalista de Steve Reich. Ao conjunto deu-se o nome Perforations. É de copyright livre e pode ser adquirido aqui.
Foto: Gasworks Gallery
http://www.gasworks.org.uk/exhibitions/detail.php?id=403
http://www.youtube.com/watch?v=4CdA-ivDj8o
CONCERTO: London Symphonic Orchestra – BÉLA BARTÓK – Concerto para cordas, percussão e celesta + JOHANNES BRAHMS + AUGUSTA R. THOMAS – Barbican Centre – 14 de Dezembro de 2008
Aliada a imagens sugestivas, a música de Bartók fez de Shining, de Stanley Kubrick, o filme assustador que é, e colou-se ao filme da mesma forma que Assim Falava Zaratustra, de Richard Strauss, se colou a 2001: Odisseia no Espaço e às nossas memórias colectivas. Dia 14 de Dezembro fui ver e ouvir a peça “Música para cordas, percussão e celesta” de Béla Bartók no Barbican Centre, tocada pela LSO, numa casa metade cheia, e devo dizer que foi tão poderoso que cheguei a casa e tive de ouvir várias vezes o segundo movimento porque não me saía da cabeça. Quanto aos críticos, nem tanto (notícia, aqui). O piano e a harpa, instrumentos extremamente melódicos, são usados nesta peça quase como instrumentos de percussão. A peça tem uma energia imensa, e os sons dos instrumentos vão-se transfigurando uns nos outros constantemente. Aqui está um excelente exemplo desta obra de Bartók, conduzida por Christoph von Dohnányi (YouTube):
Esta foi uma sessão em que também teve lugar a estreia mundial de Helios Coros II, a segunda parte de um bailado ainda por terminar de Augusta Read Thomas, de quem eu nunca ouvi falar, mas ao que parece é uma das compositoras americanas mais interessantes da actualidade. Numa sessão uma hora antes do concerto, Augusta Thomas (uma mulher de 40 anos muito expansiva e sorridente) explicou o seu percurso e a sua obra mais recente. Mas a peça musical não teve grande impacto, talvez precisamente por ser parte de uma peça de bailado - que ainda não vimos - e por ser a segunda parte de um bailado cuja primeira parte também não ouvimos, portanto não me culpo demasiado. Mas ficou a ideia de grande leveza, uma música que nunca se repete, transforma-se sempre.
Tocou-se ainda o Concerto para Piano N.º1 de Brahms – o seu primeiro trabalho orquestral.
http://lso.co.uk/home/
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
2008 Rewind II
CONCERTO: Foyer Aberto – Opus Beethoven – Integral das Sinfonias de Beethoven para Piano a 4 mãos – Teatro Nacional São Carlos – 3, 10, 17, 24, 31 de Janeiro de 2008. Outras obras em Março, Abril e Maio de 2008.Foram sessões gratuitas, de cerca de uma hora, no foyer do TNSC, das nove sinfonias de Beethoven transcritas para piano. Estas sessões às quintas-feiras estavam sempre cheias e era preciso chegar meia hora antes para arranjar espaço entre os casacos de peles e os sobretudos a cheirar a naftalina para conseguir ouvir alguma coisa. Em Janeiro e Fevereiro de 2009 também há Foyer Aberto, desta vez à volta do canto lírico, mas duvido que seja tão interessante.
Ilustração de André Carrilho (http://www.andrecarrilho.com/)
http://www.saocarlos.pt/
CONCERTO: Clássicos do Século XX – Música com Comentários – Culturgest – 13 de Janeiro, 14 de Fevereiro, 13 de Abril de 2008.Compositores como Bartók, Berg, Berio, Kagel, e algumas composições novas em estreia por 2,5€ num domingo de manhã. Música difícil num domingo de manhã é possível! Em 2009, houve Música com Comentários a 18 de Janeiro com Arvo Pärt, Berio e Ligeti (um preferido meu) e há mais a 15 de Fevereiro, desta vez sobre Steve Reich (uma descoberta para mim, em 2008).
www.culturgest.pt/actual/programa.html
CONCERTO: Einstürzende Neubauten– Aula Magna – 4 de Maio de 2008.
Só tive oportunidade de ver os Einstürzende Neubauten, os pais do rock industrial, porque me ofereceram o bilhete. O meu par não pôde ir, por isso resolvi convidar o meu Pai para ir ao concerto, como presente de despedida, antes de o levar ao aeroporto às 6 da manhã do dia seguinte. O que aconteceu a seguir já faz parte da lenda familiar.
O melhor aspecto dos concertos à borla é que as nossas expectativas estão em baixo. Na altura pouco sabia dos Einstürzende Neubauten, apenas que eram uma lenda da música experimental e que vinham apresentar o último álbum, Alles Wieder Offen. O melhor das expectativas em baixo é quando o concerto rebenta com a escala das expectativas. Depois dos 3 encores, o meu Pai gostou tanto do concerto que ficámos a falar da actuação durante horas. Os EN não só se tornaram na minha banda preferida, como me fizeram comprar a discografia integral. O concerto ficou-me caríssimo.
Foto de Pedro Polónio (club-silencio.blogspot.com)
Edit: Mais fotos aqui.
www.neubauten.org/
CONCERTO: TOUMANI DIABATÉ - CCB Fora de Si - CCB - 2 de Agosto de 2008O mestre da kora, ao vivo no CCB, ao ar livre, numa noite mágica de Verão. Só estando lá. Diabaté, originário do Mali, tocou com banda a acompanhar - mas nem precisava. YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=sjPPROl-eGs
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Festivais/CCBFORADESI/Pages/Toumani-GLOBAL.aspx
Foto: Paul Slaughter (www.slaughterphoto.com/)