
Bjork
Live at Royal Opera House
Live at Cambridge

Bjork
Live at Royal Opera House
Live at Cambridge
Seis Personagens à Procura de Autor, de Luigi Pirandello, em cena no S. Luiz até 18 de Outubro. 
Para ler: k-punk: London after the rave
Tehching Hsieh é uma quase-lenda do mundo artístico contemporâneo. As suas performances confundem-se com a vida real, são meditações sobre a passagem do tempo e envolvem muitas vezes provações físicas. Hsieh é um artista de Taiwan que emigrou para Nova Iorque na década de 70, onde executou apenas 6 obras/performances, a maioria das quais teve a duração de um ano. Culminaram a 1 de Janeiro de 2000, data a partir da qual deixou permanentemente de fazer arte. 

Trent Reznor apercebeu-se apenas de uma nova ideologia de fazer negócios que há algum tempo inunda a internet e não só – a de que é possível oferecer um produto grátis se houver pacotes de valor acrescentado, como edições limitadas, edições especiais assinadas, em que apenas uma fracção dos consumidores (os verdadeiros fãs) paga pela totalidade dos custos do produto, ao mesmo tempo que se mantém toda a gente envolvida e se gera momentum e hype.
Esta foi a imagem vencedora do World Press Photo 2009. O portfólio completo aqui.
O OFFF 2009 ("International Festival for the Post-Digital Creation of Culture") vai decorrer em Oeiras a 7, 8 e 9 de Maio. É um evento internacional que já passou por Nova Iorque, Barcelona e Lisboa e junta, anualmente, desde 2001, design, música, eventos multimédia, tecnologia, e tudo o que tenha a ver com artes digitais e cultura visual. Este ano, os convidados principais são os artistas da label Raster-Noton, de que já falei neste blog - Alva Noto, Kangding Ray, Byetone, COH, Frank Bretschneider, entre outros. Vai ser lançada uma compilação especialmente produzida para o evento. Os bilhetes andam à volta dos 85€ para os três dias (portes de envio incluídos), portanto ainda não sei muito bem como vou fazer para poder ir. Há estratégias em discussão, mas nada em concreto. Fica aqui o apelo aos reverenciáveis produtores do evento para não se esquecerem de quem faz publicidade...

Synecdoche, New York, de Charlie KaufmanBFI + Michael Snow
Como qualquer cinéfilo que se preze, quando estive em Londres passei pelo BFI (British Film Institute), o equivalente à nossa cinemateca, mas sem o pretensiosismo do Bénard da Costa. Consegui assistir a várias obras de Michael Snow, incluindo uma exposição de vídeo-arte dedicada ao realizador Canadiano e uma masterclass organizada pelo BFI, tudo integrado num ciclo que se prolongou até Janeiro.
Há mais de Snow para além de Wavelength. Para além de toda a informação sobre o desenvolvimento da obra de Michael Snow e o que faz dela única – houve projecção e comentário das primeiras obras – fiquei a saber que Snow adora contar histórias. Principalmente aquelas que têm a ver com as circunstâncias em que as suas obras aconteceram. Ficámos a saber, por exemplo, que não havia grande troca de ideias entre os autores do cinema artístico nova-iorquino (como Andy Warhol) e os autores de cinema experimental ou avant-garde, da geração de Michael Snow, Maya Deren e Brakhage, por exemplo, apesar de todos trabalharem no mesmo medium e na mesma cidade. Acho, no entanto, que muitas das preocupações artísticas de ambos os grupos coincidem. Ao que parece, e pela boca de Michael Snow, os dois grupos foram evoluindo mais ou menos independentemente, com poucos pontos de contacto. Um deles foi na mostra da primeira curta metragem de Snow, quando de entre uma chuva de assobios, Andy Warhol pediu para falar com o autor, porque o filme era “fantástico”!
Para além do realizador, falou-se de Michael Snow o artista multidisciplinar – a pintura, escultura, fotografia – ele que até começou como músico de Jazz. Mas quando interrogado sobre a unificação da sua obra dos diferentes media, Snow oscila entre o silêncio, a ironia e a evasão à pergunta...
http://www.bfi.org.uk/
http://www.bfi.org.uk/whatson/michael_snow_in_conversation_0
http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Snow
INDIE LISBOA ‘08 – 5º Festival Internacional de Cinema Independente – Cinemas Londres, S. Jorge, Fórum Lisboa, Teatro Maria Matos – de 24 de Abril a 4 de Maio de 2008.
Toda a gente já sabe tudo sobre o Indie Lisboa. Como sempre, só vi metade dos filmes que queria ver porque Lisboa inteira decidiu atolhar as salas e ver as últimas aberrações do cinema, filmes que nem de graça veriam em casa. Não é por gosto, é fascínio mórbido. Ou então é por hedonismo e vontade de estar in, ainda não tenho a certeza.
O cartaz de 2008 não foi tão bom como o de 2007, mas a organização parece estar cada vez melhor. Uma característica que à partida seria um ponto negativo – o festival decorrer em pontos separados da cidade – tornou-se um conceito interessante e uma oportunidade para os estrangeiros verem cinema e conhecerem Lisboa ao mesmo tempo. E um motivo para o resto das pessoas andar uns kilómetros a pé e chegar às sessões à conta…
Os melhores filmes que vi no Indie Lisboa 2008:
En La Ciudad de Sylvia (2007), de José Luis Guerín