terça-feira, 5 de outubro de 2010

Uma Face na Cidade




Gil Scott-Heron: "New York Is Killing Me", realizado por Chris Cunningham, num dos melhores vídeoclips dos últimos tempos.
(David Lynch andou por aqui)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Descoberta: Raime





The 00's generation

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“All those moments will be lost in time, like tears in the rain,” goes the Roy Batty/Blade Runner sample on Zomby’s ‘Tears In The Rain’, and it’s entirely apt for this exercise in undead uncanniness: Blade Runner was frequently sampled in the rave and hardcore that is ruff and readily reconstructed on Where Were U.

The 00s generation have much in common with replicants – immersed in a culture given over to retrospection, it is as if they have had other people’s memories implanted into their minds. In the end, though, the album contradicts Batty’s plaint – in the digital age, nothing is lost; everything comes back.

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Fact Magazine

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Rammellzee e Beat-bop

É impressionante (e ligeiramente deprimente) que só consigamos ouvir falar de alguns raros talentos depois de figurarem no obituário. Foi precisamente aí, nos obituários do New York Times que fiquei a conhecer Rammellzee, figura seminal do hip-hop, artista, filósofo da cultura urbana e um excêntrico dos que já não se fazem. A palavra Rammellzee, dizia o próprio, é uma fórmula quântica. O graffiti, a libertação da letra escrita. As letras, armas de um poder místico.

Rammellzee contraria no bom sentido a ideia que eu tenho do hip-hop, que não é a melhor. Mas isso é porque o hip-hop que me chega é arrogante, vazio, a anos-luz em termos estéticos e históricos do hip-hop que lhe deu origem. O hip-hop dos anos 80 veio da urbe, e surgiu de uma necessidade de expressão de uma geração à margem, que nasceu e cresceu ali, sem conhecer mais nada, e tinha uma verdadeira relação com a cidade. Rammellzee foi contemporâneo da Nova Iorque de Keith Harring e Basquiat (que desenhou a capa para o clássico "Beat-Bop"), altura em que o espaço urbano entrava em revolução. A arte e música de Rammellzee lembram-me do caleidoscópio que é o espaço urbano, um caos do orgânico-biológico-humano e do inorgânico-artificial-construção, algo surpreendentemente parecido com o que para mim é o dubstep.






O filme Downtown 81, com Jean-Michel Basquiat,
dá a ideia de qual o ambiente na NYC da altura.



War of the Worlds vs. Dubstep


Quem acompanha este blog (se é que alguém acompanha este blog), sabe que sou um grande entusiasta de Dubstep. Aqui fica o resultado de uma experiência: War of the Worlds vs. Dubstep. É uma mistura entre ficção científica e um passado da origem da máquina industrial, um presente alternativo. Oiçam.